Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil
A taxa de desemprego na Paraíba caiu para 5,4% no segundo trimestre de 2026, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgados nesta sexta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O índice registrado no estado ficou igual à média nacional, que também encerrou o período em 5,4%. No primeiro trimestre, a taxa paraibana era de 7%, o que representa uma redução de 1,6 ponto percentual.
A Paraíba ficou entre os estados que apresentaram as maiores quedas do desemprego no período. Ao todo, 13 unidades da Federação registraram redução na taxa, enquanto nas demais o indicador permaneceu estável.
Paraíba tem uma das maiores quedas do país
A redução de 1,6 ponto percentual colocou a Paraíba entre os estados com maior recuo na taxa de desemprego no segundo trimestre.
Os maiores resultados foram registrados em:
- Rio Grande do Norte: -1,9 ponto percentual;
- Acre: -1,6 ponto percentual;
- Paraíba: -1,6 ponto percentual;
- Tocantins: -1,5 ponto percentual;
- Alagoas: -1,3 ponto percentual;
- Minas Gerais: -1,2 ponto percentual.
Apesar da queda, a Paraíba ainda apresenta uma taxa superior à registrada em estados como Santa Catarina, que teve o menor índice do país, com 2,1%.
O maior percentual foi registrado no Amapá, com 9,8%.
Cinco estados têm desemprego abaixo de 3%
No segundo trimestre de 2026, 11 das 27 unidades da Federação apresentaram taxa de desemprego inferior à média nacional de 5,4%.
Cinco estados ficaram abaixo de 3%:
- Santa Catarina: 2,1%;
- Mato Grosso: 2,2%;
- Espírito Santo: 2,3%;
- Rondônia: 2,6%;
- Mato Grosso do Sul: 2,7%.
Também ficaram abaixo da média nacional Paraná (3,1%), Minas Gerais (3,8%), Goiás (4%), Tocantins (4,1%), Rio Grande do Sul (4,2%) e Roraima (5%).
A Paraíba apresentou o mesmo índice de São Paulo: 5,4%.
Diferenças entre os estados
Segundo o analista da pesquisa, William Kratochwill, as diferenças entre as taxas de desemprego estão relacionadas a fatores como o nível de industrialização, o comportamento da atividade econômica e o grau de instrução da população.
“Santa Catarina e a região Sul como um todo apresentam níveis muito mais fortes que os estados do Norte e Nordeste”, explicou.
No Brasil, a taxa de desemprego passou de 6,1% no primeiro trimestre para 5,4% no segundo trimestre de 2026.
Desemprego de longo prazo atinge menor nível da série histórica
A Pnad Contínua também registrou queda no número de pessoas que estão há pelo menos dois anos procurando emprego.
No segundo trimestre, 1,06 milhão de pessoas estavam nessa situação. O número representa o menor contingente de toda a série histórica da pesquisa, iniciada em 2012.
Na comparação com o mesmo período de 2025, houve uma redução de 15,6% nesse grupo.
Mulheres e população preta e parda têm taxas maiores
Os dados do IBGE também mostram diferenças na taxa de desemprego entre os grupos da população.
Entre os homens, a taxa ficou em 4,6%, enquanto entre as mulheres chegou a 6,4%.
Por cor ou raça, o índice foi de:
- 6,9% entre pessoas pretas;
- 6,1% entre pessoas pardas;
- 4,2% entre pessoas brancas.
O IBGE não utiliza o termo “negro” na divulgação da pesquisa. O Estatuto da Igualdade Racial, porém, considera população negra o conjunto de pessoas que se autodeclaram pretas e pardas.
Como o IBGE calcula a taxa de desemprego
A Pnad Contínua acompanha o mercado de trabalho da população com 14 anos ou mais e considera diferentes formas de ocupação, incluindo empregos com ou sem carteira assinada, trabalhos temporários e atividades por conta própria.
Pelos critérios do IBGE, é considerada desocupada a pessoa que não estava trabalhando e procurou efetivamente uma vaga nos 30 dias anteriores à pesquisa.
O levantamento é realizado em aproximadamente 211 mil domicílios espalhados por todos os estados e pelo Distrito Federal.
