Foto: Reprodução / Redes sociais
Um áudio divulgado nas redes sociais neste sábado (24) trouxe à tona um grave relato de violência doméstica envolvendo a médica e influenciadora digital Raphaella Brilhante. Segundo a denúncia, as agressões e ameaças teriam começado apenas cinco dias após o casamento com o cantor João Lima, neto do músico Pinto do Acordeon.
De acordo com Raphaella, o relacionamento passou a ser marcado por crises de ciúmes sem fundamento, ameaças de morte e agressões físicas e psicológicas. Em um primeiro momento, ela afirmou ter ocultado os sinais da violência, chegando a inventar para a própria mãe que havia sofrido uma queda para justificar os hematomas.
Em seu relato, a médica descreveu episódios de extrema violência psicológica, incluindo ameaças com faca e situações em que teria sido induzida a tirar a própria vida. Ela também afirmou que sofreu agressões físicas sem motivo aparente, como tapas no rosto e tentativas de sufocamento.
Após um dos episódios mais graves, Raphaella relatou que o agressor teria agido com frieza, deixando a residência como se nada tivesse ocorrido. Imagens que circulam nas redes sociais mostram a médica com o braço imobilizado por uma tipoia, evidenciando lesões recentes.
Na manhã deste sábado (24), Raphaella compareceu à Central de Polícia, em João Pessoa, onde prestou depoimento e registrou boletim de ocorrência. O caso será investigado pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM). Até o momento, a Polícia Civil não informou se já foram solicitadas ou aplicadas medidas protetivas.
A advogada da vítima, Dayane Carvalho, afirmou que a violência não apresentou sinais durante o período de namoro ou noivado, manifestando-se de forma abrupta após o casamento, inclusive durante a lua de mel. Em entrevista, a defensora destacou a gravidade do caso e afirmou que, mesmo atuando na área de defesa de mulheres, ficou impactada com os relatos apresentados.
Em pronunciamento nas redes sociais, Raphaella explicou que o período em que permaneceu em silêncio não foi por medo ou omissão, mas por um instinto de sobrevivência. Segundo ela, romper o ciclo de violência e denunciar os fatos representa um ato de preservação da própria vida e de amor-próprio.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil da Paraíba.
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