Foto: Reprodução/Band
A semana começa decisiva para o futuro das investigações envolvendo o Banco Master. A Polícia Federal (PF) dará continuidade ao inquérito com uma série de oitivas marcadas para ocorrer no Supremo Tribunal Federal (STF), envolvendo executivos ligados ao Banco Master e ao Banco de Brasília (BRB).
O foco principal da apuração são os depoimentos de oito executivos, que ocorrerão de forma presencial e por videoconferência. As audiências têm como objetivo esclarecer as operações financeiras da instituição e o suposto envolvimento de figuras políticas no esquema investigado.
A PF busca compreender a complexa rede de relações que levou o Banco Master a uma crise de liquidez, além das tentativas de negociação com instituições públicas, especialmente o BRB. Os executivos convocados deverão detalhar aspectos da gestão do banco e das tratativas realizadas durante o período crítico.
O caso tramita no STF devido à suspeita de envolvimento de autoridade com foro privilegiado: o deputado federal João Carlos Bacelar (PL). No entanto, investigadores avaliam que, caso fique comprovado que o parlamentar não ocupa papel central nas supostas irregularidades, o processo poderá ser remetido à primeira instância da Justiça Federal.
O relator do inquérito no Supremo é o ministro Dias Toffoli. Decisões recentes do magistrado teriam gerado desconforto nos bastidores da Corte e entre delegados da PF, que apontam limitações às atribuições investigativas no âmbito do processo. Para alguns ministros, a eventual remessa do caso à primeira instância é vista como uma “saída honrosa” para o tribunal.
Paralelamente às investigações, a situação financeira do Banco Master segue sendo administrada pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Em depoimento à Polícia Federal, o empresário Daniel Vorcaro, controlador da instituição, admitiu que o banco enfrentava sérios problemas de liquidez, caracterizados pela falta de recursos em caixa para honrar compromissos imediatos.
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