Foto: Divulgação
Lideranças e associações que representam os caminhoneiros vão decidir, nesta quinta-feira (19), se haverá uma paralisação nacional em protesto contra a alta nos preços dos combustíveis. Caso aprovada, a mobilização pode começar já na sexta-feira (20).
O movimento ganhou força após assembleias regionais e reuniões em diferentes estados, incluindo um encontro no Porto de Santos.
Alta do diesel pressiona categoria
A principal reclamação dos motoristas autônomos é o aumento acumulado do óleo diesel, que subiu cerca de 19% desde o fim de fevereiro.
Segundo Wallace Landim, da Abrava, a categoria já sinalizou apoio à mobilização:
A orientação é que os motoristas “cruzem os braços”, permanecendo em casa ou em postos, evitando bloqueios de rodovias para não sofrer sanções.
Principais reivindicações
Além da redução no preço do diesel, os caminhoneiros cobram:
- Revisão da política de preços da Petrobras
- Manutenção do piso mínimo do frete
- Fiscalização mais rígida sobre distribuidoras
- Combate a possíveis abusos nos preços finais dos combustíveis
O setor também critica o fato de que reajustes recentes teriam anulado os efeitos da isenção de impostos federais (PIS/Cofins).
Movimento ainda não é unânime
Apesar da adesão da CNTTL, a CNTA afirma que o movimento ainda é regional e não considera a greve oficialmente consolidada.
Governo monitora cenário
O governo federal acompanha a situação por meio da Casa Civil e do Ministério da Infraestrutura.
A preocupação é que uma paralisação prolongada possa gerar desabastecimento em setores essenciais, como supermercados e postos de combustíveis.
Estados como São Paulo e Santa Catarina já registram pontos de concentração de caminhoneiros, indicando possível antecipação da mobilização.
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