(Foto: Divulgação / Secom-PB)
Um projeto urbanístico e ambiental idealizado por Bruno Veras propõe a criação do “Central Parque de João Pessoa”, no entorno da área do Jardim Botânico da capital. A iniciativa tem como objetivo promover o uso sustentável do espaço, fortalecer a preservação ambiental e ampliar as opções de lazer e prática esportiva para a população.
A área contemplada corresponde ao Refúgio de Vida Silvestre (RVS) Mata do Buraquinho, instituído por decreto estadual em 2016. Com cerca de 512 hectares, o espaço é uma das principais reservas ambientais urbanas de João Pessoa. No entanto, segundo a proposta, a grande extensão territorial dificulta ações contínuas de manutenção, fiscalização e proteção.
Atualmente, o entorno da reserva enfrenta problemas como desmatamento em pontos isolados, ocupações irregulares, descarte inadequado de resíduos e ausência de cercamento. A situação também expõe a fauna silvestre a riscos, incluindo atropelamentos e acidentes nas vias próximas.
Como alternativa, o projeto prevê uma parceria entre Município e Estado para a implantação de um parque linear no entorno da mata, sem interferência direta na área de preservação. A proposta inclui a construção de uma pista contínua de corrida e ciclovia com aproximadamente 10 quilômetros de extensão, além de áreas de convivência, pontos de descanso, bebedouros, quiosques padronizados e equipamentos para atividades físicas, como academias ao ar livre e espaços de calistenia.
A iniciativa busca transformar o local em um novo cartão-postal da cidade, ampliando o conceito turístico de João Pessoa — tradicionalmente associado ao litoral — para incluir atrativos voltados à natureza e ao esporte. O projeto se inspira em modelos internacionais, como o Central Park, em Nova York, mas mantém foco na preservação integral da área verde central.
Outro ponto previsto é a criação da “Corrida do Jardim Botânico”, evento esportivo que marcaria a inauguração do parque e poderia integrar o calendário oficial do município. A proposta visa incentivar o turismo esportivo e impulsionar a economia local, acompanhando o crescimento das corridas de rua no Brasil.
O projeto também prevê melhorias na mobilidade urbana, com a ampliação da malha cicloviária em cerca de nove quilômetros, além de reforço na segurança, com atuação da Polícia Militar e da Guarda Civil Metropolitana, inclusive com ciclopatrulhamento.
Entre os bairros diretamente beneficiados estão Torre, Cristo, Castelo Branco, Varjão, Água Fria, Bancários, Rangel e Jaguaribe.
Apesar dos benefícios apontados, a proposta reconhece desafios para sua implementação, como a necessidade de desapropriações, intervenções em áreas com pontes e adequações em trechos próximos à BR-230.
O projeto ainda deverá passar por análise dos órgãos competentes, mas já se apresenta como uma alternativa para integrar preservação ambiental, planejamento urbano e qualidade de vida em João Pessoa.
