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O confirmou, na manhã desta quarta-feira (20), a morte do recém-nascido encontrado entre duas paredes no distrito de Cupissura, localizado entre os municípios de e, na Região Metropolitana de João Pessoa.
O caso ocorreu nessa terça-feira (19) e mobilizou equipes de resgate, policiais e profissionais de saúde.
Bebê foi resgatado após quebra de muro
Segundo as primeiras informações, o recém-nascido estava preso entre as paredes de duas residências e precisou ser retirado por equipes de socorro.
Para alcançar a criança, os socorristas tiveram que quebrar parte do muro do imóvel.
Após o resgate, o bebê recebeu os primeiros atendimentos de equipes do (Samu) e foi encaminhado inicialmente para uma unidade de saúde em Alhandra.
Em seguida, a criança foi transferida pelo helicóptero Acauã para o, na capital paraibana, e posteriormente levada ao Hospital Edson Ramalho, referência em atendimento materno-infantil.
Apesar dos esforços das equipes médicas, o recém-nascido não resistiu.
Bebê sofreu nove paradas cardiorrespiratórias
De acordo com o diretor-geral do hospital, Dr. Aluízio Lopes, o bebê sofreu nove paradas cardiorrespiratórias antes da confirmação da morte.
Ainda segundo a unidade hospitalar, a criança chegou ao hospital pesando aproximadamente 1,550 kg, medindo 35 centímetros e com cerca de 30 semanas de gestação, conforme avaliação médica.
Adolescente de 17 anos foi identificada como mãe
Uma adolescente de 17 anos foi identificada pelas autoridades como mãe do recém-nascido.
Ela prestou depoimento na terça-feira (19) na Delegacia de Alhandra. A tia da jovem, com quem ela residia, também foi ouvida pela Polícia Civil.
Informações iniciais da investigação apontam que a gravidez teria sido mantida em sigilo até o momento do parto.
Até a última atualização do caso, o pai da criança ainda não havia sido identificado oficialmente.
Polícia encontrou vestígios de sangue na residência
Durante as diligências, moradores relataram às autoridades que não haviam percebido sinais aparentes de gravidez na adolescente.
Com base nessas informações, equipes da realizaram levantamentos na região e solicitaram exames em mulheres da localidade. Foi nesse contexto que a jovem admitiu ter dado à luz.
Os investigadores também encontraram vestígios de sangue no imóvel onde a adolescente morava. Segundo a apuração, havia manchas no quarto e no banheiro da residência, além de marcas que seguiriam até o local onde o bebê foi encontrado.
Após prestar depoimento, a adolescente foi encaminhada para atendimento médico. O caso deverá ser acompanhado pela Justiça e pelos órgãos de proteção competentes devido à menoridade da jovem e ao contexto de vulnerabilidade social identificado pelas autoridades.
