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O empresário Alysson Campelo Catuhyte Wanderlei foi preso nesta quarta-feira (14), em João Pessoa, após a decretação de uma prisão preventiva no âmbito de uma investigação de violência doméstica. Esta é a terceira vez que ele é preso em ocorrências envolvendo a mesma vítima desde agosto deste ano.
De acordo com as informações da investigação, o pedido de prisão preventiva foi apresentado pela delegada Marcela Gonçalves, da Polícia Civil, com o objetivo de garantir a ordem pública.
O empresário se apresentou ao Fórum Criminal de João Pessoa para o cumprimento da ordem judicial e deverá passar por audiência de custódia.
Ele é investigado por suspeitas de lesão corporal e ameaça no contexto de violência doméstica. Até o momento, não há informação de condenação definitiva pelos fatos.
Primeira prisão ocorreu em agosto
A primeira prisão aconteceu em 14 de agosto, quando Alysson foi detido em flagrante, suspeito de violência doméstica contra a companheira.
Segundo a Polícia Civil, ele passou a responder por suspeitas de lesão corporal e ameaça, no contexto da Lei Maria da Penha. Na ocasião, também foi concedida uma medida protetiva de urgência em favor da mulher.
Após a prisão, o empresário foi encaminhado à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) da Zona Sul e, posteriormente, à carceragem da Cidade da Polícia Civil.
Segunda prisão foi registrada em setembro
A segunda prisão ocorreu em 11 de setembro, poucas horas depois de o empresário ter sido colocado em liberdade mediante o uso de tornozeleira eletrônica e o cumprimento de outras medidas cautelares.
De acordo com a advogada da vítima, Alysson teria entrado em contato telefônico com a mulher, o que configuraria descumprimento das determinações judiciais. Ele foi novamente preso em flagrante.
No dia seguinte, 12 de setembro, passou por audiência de custódia e voltou a responder ao processo em liberdade.
Nova investigação motivou pedido de prisão preventiva
A prisão desta quarta-feira tem uma natureza diferente das duas anteriores. Enquanto as primeiras ocorreram em situações de flagrante, a nova detenção decorre de uma ordem de prisão preventiva solicitada durante outro inquérito relacionado à violência doméstica, segundo as informações divulgadas sobre o caso.
A prisão preventiva é uma medida cautelar que pode ser determinada pela Justiça quando estão presentes os requisitos previstos na legislação. Ela não representa condenação antecipada, e a responsabilidade do investigado pelos fatos deverá ser apurada no curso dos procedimentos judiciais.
A situação do empresário será submetida à análise do Judiciário durante a audiência de custódia.
Defesa ainda não se manifestou sobre a nova prisão
A defesa do empresário foi procurada pelo g1 após a prisão desta quarta-feira, mas não havia apresentado manifestação até a última atualização da reportagem.
Após uma das detenções anteriores, os advogados afirmaram respeitar as decisões judiciais e disseram que utilizariam os instrumentos jurídicos disponíveis para assegurar o contraditório, a ampla defesa e o devido processo legal.
O espaço permanece aberto para a manifestação da defesa sobre a nova prisão.
Como denunciar violência contra a mulher
Mulheres vítimas de violência podem buscar orientação e registrar denúncias pelo Ligue 180, serviço nacional de atendimento à mulher. Em situações de emergência ou risco imediato, a Polícia Militar pode ser acionada pelo 190.
Também é possível procurar delegacias especializadas de atendimento à mulher e outros serviços da rede de proteção.
