Foto: Reprodução/TV Cabo Branco
O Ministério Público da Paraíba (MPPB) entrou na Justiça para obrigar a Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) a comprovar a segurança dos reservatórios de água de Campina Grande. A ação, ajuizada nesta quinta-feira (22) na 1ª Vara da Fazenda Pública da cidade, pede uma auditoria técnica independente em 22 reservatórios e o bloqueio de R$ 10 milhões das contas da companhia para garantir obras de contenção.
A medida é um desdobramento do rompimento de um reservatório no bairro da Prata, na manhã de 8 de novembro de 2025. Na ocasião, uma idosa morreu, duas pessoas ficaram feridas e pelo menos três casas desabaram. Cerca de 40 bairros de Campina Grande e os municípios de Lagoa Seca, Lagoa de Roça, Areial e Montadas ficaram sem água. O MPPB já vinha investigando o caso.
O que o Ministério Público pede
- Auditoria técnica independente nos 22 reservatórios da cidade;
- Plano de intervenção para recuperar as estruturas, com prioridade para o R9, no bairro Santa Rosa, e o R14, em São José da Mata;
- Medidas de proteção para moradores de áreas que podem ser inundadas caso outra estrutura se rompa;
- Cronograma e uma comissão permanente de verificação dos reservatórios;
- Bloqueio cautelar de R$ 10 milhões da Cagepa para custear as obras.
A ação é assinada pelo 19º promotor de Justiça de Campina Grande, Hamilton de Souza Neves Filho, que atua na defesa do meio ambiente e do patrimônio social. Para ele, o modelo de fiscalização atual não é suficiente. “A Cagepa faz uma inspeção visual, que é muito superficial, não indica nem garante a segurança desses reservatórios”, afirmou. O promotor defende ensaios técnicos mais aprofundados.
Laudos apontaram falhas
Segundo o MPPB, laudos do Instituto de Polícia Científica da Paraíba (IPC-PB) e da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) concluíram que o reservatório da Prata sofreu colapso estrutural causado por falhas de projeto, erros na execução da obra e falta prolongada de manutenção.
O que diz a Cagepa
Procurada pela imprensa, a Cagepa informou que ainda não foi oficialmente notificada sobre a ação e que, quando isso ocorrer, “adotará as providências cabíveis”. Ainda não há decisão judicial sobre os pedidos.
Com informações do Ministério Público da Paraíba e do Jornal da Paraíba.
