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A Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (SMS), por meio da Gerência de Vigilância Ambiental (GVAM), divulgou orientações para a população sobre como agir em casos de acidentes com escorpiões. Segundo o órgão, ocorrências envolvendo animais peçonhentos representam um importante problema de saúde pública e podem provocar complicações graves, especialmente em crianças.
De acordo com a Vigilância Ambiental, os escorpiões são animais venenosos e a gravidade do acidente depende, entre outros fatores, da quantidade de veneno inoculada na vítima. Entre os sintomas mais frequentes estão dor intensa no local da picada, suor excessivo, tremores, vômitos, diarreia e alterações nos batimentos cardíacos.
Atendimento deve ser procurado imediatamente
O técnico de Vigilância em Saúde da GVAM, Fabrício de Souza, reforça que qualquer pessoa picada por escorpião deve procurar atendimento médico o mais rápido possível.
A orientação é buscar uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde será realizada a avaliação inicial e, se necessário, o encaminhamento para uma unidade de referência.
Em João Pessoa, o atendimento especializado com soro antiveneno é realizado no Hospital Universitário Lauro Wanderley, localizado no bairro Castelo Branco. A unidade dispõe de soro antiescorpiônico e antiofídico para casos que exigem tratamento específico.
Aumento dos casos durante o período chuvoso
A Vigilância Ambiental alerta que o aparecimento de escorpiões tende a aumentar durante os períodos de chuva. Isso ocorre porque os animais procuram locais secos, escuros e protegidos para abrigo e reprodução.
Para reduzir os riscos, a população deve:
- Manter quintais e terrenos limpos;
- Evitar o acúmulo de entulhos, madeira e materiais de construção;
- Vedar frestas em portas, paredes e ralos;
- Manter caixas de gordura e esgoto devidamente fechadas;
- Inspecionar roupas, calçados e roupas de cama antes do uso.
O que fazer em caso de picada
Em caso de acidente com escorpião, as recomendações são:
- Lavar o local da picada com água e sabão;
- Retirar anéis, pulseiras ou objetos que possam dificultar a circulação;
- Manter a vítima em repouso;
- Procurar atendimento médico imediatamente;
- Se possível, fotografar o animal para auxiliar na identificação.
O que não deve ser feito
A Secretaria de Saúde alerta que práticas populares podem agravar a situação e devem ser evitadas. Não é recomendado:
- Fazer torniquetes;
- Cortar ou perfurar o local da picada;
- Aplicar substâncias caseiras sobre o ferimento;
- Tentar sugar o veneno.
Telefones de emergência e orientação
Nos casos mais graves ou quando houver dificuldade de deslocamento, a população pode acionar:
- Samu: 192
- Corpo de Bombeiros: 193
Também é possível buscar orientação especializada por meio do Centro de Informação e Assistência Toxicológica de João Pessoa (Ciatox-JP), que funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 16h, e pelo Centro de Assistência Toxicológica (Ceatox), que atende em regime de plantão permanente pelo telefone 0800 722 6001.
A Secretaria reforça que o atendimento rápido é fundamental para reduzir complicações e garantir o tratamento adequado, especialmente em crianças, idosos e pessoas com sintomas intensos após a picada.
